Final Fight Streetwise: uma análise

Por Fernando Rodrigues Salvio

Jogo: Final Fight StreetWise
Produtora: Capcom – Extinto Studio 8
Plataforma: Playstation 2 / X-Box

Ignorando a maioria dos reviews que apareceram por aí, que detonaram o game, resolvi jogar para conferir. Logo no começo já me empolguei com a jogabilidade e a narrativa.

As críticas que li vi falavam mal da jogabilidade. Esse de longe não é um problema. Se você comparar com os jogos do mesmo estilo: Urban Reign, The Warriors (ambos não consegui gostar) não vejo muita diferença. O Urban Reign tinha aquela jogabilidade estilo Tekken com movimentos duros e golpes que não entravam facilmente. O The Warriors eu não consigo nem lembrar, já que achei ruim demais. Será que tenho uma sina por jogos da RockStar? O Final Fight Streetwise possui uma jogabilidade fluída, com repetição, mas bem competente. Novos golpes são aprendidos com o Haggar e Guy!

Graficamente achei melhor que muitos jogos lançaos recentemente e os dois citados anteriormente. Em vez de milhares de ruas com prédios iguais, o jogo trás apenas 4 bairros com nada mais que dois ou três quarteirões. Mas o interessante é que quase todos os lugares são reconhecíveis e pode-se entrar em alguns estabelecimentos. Apesar de pouco, comparado com os jogos como GTA, cada cenário é minimamente trabalhado. Entre no ginásio de treinamento e veja os cartazes nas paredes. É possível ver coisas como Balrog X Dudley (os dois boxeadores do Street Fighter), Sagat X alguém… Nas ruas e em alguns cenários é possível tomar uma CapCola, quebrando a máquina de refrigerantes dessa “marca”. Quebre as máquinas do Final Fight original e ouça o “Yeah” do Cody do jogo original. Na academia do Haggar você pode ver alguns folhetos da época da candidatura dele para prefeito de Metro City e na casa do Guy você pode contemplar um quadro do recente título da Capcom, Okami.

Os protagonistas tem muita personalidade, a dublagem é muito bem feita, com diálogos bem claros (compensando a falta de legendas). Encontrar o Haggar, Guy ou mesmo enfrentar a Cammy, foram coisas que me fizeram pensar no porquê dessas séries terem sido tão abandonadas nos últimos tempos. Diferente de Mortal Kombat, por exemplo, que ainda hoje mantém uma série de jogos bons sendo lançados.

Falando em personalidade, o próprio jogo tem muita, com linguagem sem frescura, cenas violentas, bem ao estilo Final Fight! É engraçado como essas séries quando vêm pro 3D se mostram muito mais violentas que antes. Acho que bater num cara com um cano ou uma faca em 2D não é tão violento quanto em 3D!

O som. Neste ponto o Estudio 8 foi feliz. Com Dolby ProLogic II e muitas músicas de qualidade. Mesmo não gostando de Rap, hip-hop e coisas do gênero gostei da trilha e achei que combinou muito bem com o cenário “Bronks” do jogo. Fora esse estilo, ainda encontramos heavy metal bem pesado como Soulfly, Skipnot e remixes muito bem feitos das músicas antigas. A fase que os inimigos põem fogo na academia do Guy e você tem que fugir do incêndio ao som do SoulFly foi memorável, a trilha perfeita para o momento!

Os problemas

O jogo perde um pouco com minigames totalmente sem sentido e inúteis. Para alguns pode até ser divertido, já que mesmo no GTA tem muita coisa idiota que o pessoal adora, mas eu fico com as porradas mesmo. Se eu quiser minigame eu posso optar por WarioWare ou BrainAge. Não Final Fight!

A história da uma descambanda no final, não sou muito chegado em jogos fotorealisas e com histórias adultas e realistas demais. A baboseira que virou a história no final e somada a ligação que é feita com o primeiro jogo, me fez dar ponto positivo, mas sei que a maioria vai achar ruim ou clichê. Algumas vezes você acaba se perdendo nos objetivos, mas nada que consultando o diário, você não descubra.

O modo Arcade é uma adaptação da engine 3D do jogo atual para a jogabilidade antiga: “ande, bata, go, go, go, ande, bata”. Ficou bem legal, mas as fases só são abertas conforme você joga o jogo normal. O Final Fight original que é aberto no final é escabroso. Uma emulação digna de 386. Muito ruim mesmo! Parece que está com 10 frames por segundo.

A forma de salvar o game é muito ruim. Você é obrigado a sair do jogo e ter sorte de ter passado algum checkpoint, para manter o seu progresso atual.


Resumindo: é um jogo problemático, como a maioria, mas que tem uma jogabilidade interessante, história bem narrada, personagens carismáticos e som excelente. Que não merecia as notas 3 de 10 que apareceram por aí. Talvez um 6 de 10.

PS.: Na EGM Brasil os caras nem jogaram o game direito. Não é possível. Numa das análises, o cara diz que tem um botão que só dá soquinho, na verdade esse botão varia de acordo com a pressão exercida ou a sequência de botões. O outro falou que uma das vantagens é a possibilidade de jogar o original, acho que ele não viu o “original” que vem com o game…

Links relacionados:
Galeria de imagens no UOL Jogos: Final Fight Streetwise

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