Arte e violência

Se o videogame é mesmo um meio de comunicação e um elemento de cultura, por que poucos assuntos relevantes aparecem na forma de games? Onde estão os games sobre assuntos sérios como, por exemplo, o Holocausto nazista?

Claro que existem dezenas de jogos sobre a Segunda Guerra, mas estes têm foco apenas na violência: são na grande maioria FPSs onde o jogador é sempre um soldado lutando no campo de batalha.

Não que exista algo errado com jogos assim, eu mesmo sou um fã das séries Call of Duty e Medal of Honor, mas por que o protagonista sempre deve ter uma arma? Por que não existe um personagem de videogames como o impotente Wladyslaw Szpilman no filme O Pianista: um artista tentando sobreviver em um mundo que de repente virou de pernas pro ar? Ou como Guido Orefice em A Vida é Bela, um pai de família que é obrigado a colocar seu próprio sofrimento de lado para proteger o filho dos horrores da guerra?

Foto: Guy Ferrandis, 2002

Há dezenas de outros assuntos que envolvem um cenário de guerra, não somente a parte onde os soldados atiram uns nos outros. Todos os outros meios de comunicação já perceberam isso, apenas os videogames insistem em nos trazer somente o lado violento (o que só favorece discursos conservadores como os do maluquinho Jack Thompson).

:: Leia o restante do artigo no Hipergame.

4 Respostas to “Arte e violência”

  1. Verbal Says:

    Ainda bem que não existe um game com o chato Guido de A Vida é Bela.

  2. Lucas Haeser Says:

    Verbal, gostaria que você desenvolvesse seu argumento.
    Por que ainda bem?
    Abs.

  3. Leonardo Zimbres Says:

    Talvez pelo… pelo robocop, terminator, a industria tenha se consagrado neste tipo de coisa. O cara que inventou o primeiro jogo com tiles com certeza era maluco. E mais louco ainda, quem inventou o xadrez. São pingos de genialidade que existiram, que com o passar do tempo se tornaram doutrinas, e sei lá, ficou nessa.

    Outro ponto interessante é a fantasia. Eu me pergunto quantas pessoas no japão ten um cabelo igual ao dos animes, sem antes ter visto um. (Tipo aqueles cabelos grandes, sabe?)

  4. Leonardo Zimbres Says:

    Eu não sei se comentários antigos são ou não são lidos, mas o tetris, da reportagem mais acima, é uma analogia interessante das decisões sustentáveis que podem se fazer na vida real.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: