Super Columbine Massacre RPG excluído de festival

Em uma polêmica decisão, aparentemente imposta por patrocinadores, o jogo Super Columbine Massacre RPG (sobre o qual Lucas Haeser falou aqui ontem) foi banido do Slamdance Festival. Trata-se a primeira exclusão do tipo nos 13 anos de existência do festival.

O banimento do jogo desencadeou uma série de críticas por parte da imprensa especializada e desenvolvedores independentes, para os quais SCMRPG, com toda sua controvérsia, é um representante do amadurecimento dos videogames como forma de expressão.

Mais informações nos sites Water Cooler Games e Kotaku.

Atualização: de acordo com o website Water Cooler Games, a atitude não partiu de patrocinadores, mas se tratou de uma decisão pessoal de Peter Baxter, presidente do festival.

12 Respostas to “Super Columbine Massacre RPG excluído de festival”

  1. Anonymous Says:

    Eu não consegui ver o vídeo, e o “search” do youtube está temporariamente indisponível, então não vi o trailer.

    Mas esse não é um joguinho feito no rpg maker de merda? Ah, como dizem os próprios americanos:
    “GET A JOB!”
    ou
    “GET LAID!”
    ambos servem bem.

  2. Anonymous Says:

    Veja os jogos recomendados pelo ingrato:
    http://ingrato.blogs.sapo.pt

  3. Diego Says:

    Pow, fico feliz com a volta do Game Reporter depois de umas semanas parado. E ai, qual o motivo da pausa?

    Parabéns pelo blog. Flw.

  4. stephan Says:

    Acho que foi uma decisão acertada. O que mais existe hoje é a exploração da miséria e do sofrimento alheio. Cá entre nos se fosse com nossa família que tivesse acontecido o massacre aposto que nao gostariamos de ver um game como esse.

  5. Lucas Haeser Says:

    Chico, independente do jogo, acho que a exclusão só mostra que o festival ainda não pode ser considerado sério por deixar os patrocinadores interferirem no conteúdo.
    É raro encontrarmos discussões sobre liberdade de expressão nos videogames, acredito que o fato só vai trazer mais visibilidade para o assunto e para o videogame enquanto meio de comunicação, o que pode ser positivo no final das contas.

  6. Dolemes Says:

    Diego

    O GameReporter parou nas festas de final de ano e agora voltou com força e colaboradores de primeira linha. Leia e espalhe por ai.

    Abs

  7. Junior Says:

    le um comentario falando q isso e uma forma de discutir liberdade de expressão é foda,liberdade de expressão não significa explorar uma tragedia, pq se e isso seria bem + lucrativo fazer um jogo simulando o Mike Tyson estuprando aquela mulher ou O.J. Simpson matando a mulher e o amante, a Paris Hilton enchendo a cara e dando pro namorado e etc, isso foi uma forma de um idiota aparecer para conseguir um emprego em alguma empresa grande, existe varias outras formas de se discutir isso com conferência ou até sites de internet não explorando algo pra ganhar dinheiro.

  8. Lucas Haeser Says:

    Junior, eu concordo que abordar um tema polêmico é uma forma de se fazer aparecer, mas seu pensamento na verdade esconde outros dois conceitos que eu sou obrigado a discordar.
    Primeiro, a idéia de que videogames são apenas entretenimento banal, segundo, que videogames são apenas para crianças.
    Na minha concepção essas são idéias limitadas, os videogames não são apenas brinquedos e podem ser tão importantes quanto qualquer outro meio de comunicação, inclusive serem suporte para expressão artística.
    Seguindo o seu raciocínio o filme A Lista de Schindler e a Guernica de Picasso são apenas exploração de tragédias.

  9. Chico Queiroz Says:

    Este é sempre um debate complicado. Entendo o ponto de vista de quem acusa SCMRPG de ser um jogo oportunista feito em cima de uma tragédia. Porém…

    Anônimo: “esse não é um joguinho feito no rpg maker de merda?”

    Este mesmo. Mas a engine não vem ao caso – é o conteúdo do jogo que chama a atenção. É por ele que o jogo foi selecionado e, depois, banido do festival, que não está restrito a produções de última geração.

    Stephan: “O que mais existe hoje é a exploração da miséria e do sofrimento alheio. Cá entre nos se fosse com nossa família que tivesse acontecido o massacre aposto que nao gostariamos de ver um game como esse”

    Apesar de achar que o jogo é mais que a exploração do sofrimento alheio, pois tenta identificar e apresentar motivos pelos quais tais targédias acontecem, compreendo perfeitamente seu argumento: ninguém gostaria de ver uma tragédia pessoal retratada como forma de arte, entretenimento ou o que quer que seja. Mas de novo, o impacto causado na sociedade de um país por um acontecimento como este sempre provoca reflexão daqueles que sentem-se de certa forma afetados por ela – e acredito q o seja o caso do autor do jogo.

    Junior disse: “isso foi uma forma de um idiota aparecer para conseguir um emprego em alguma empresa grande, existe varias outras formas de se discutir isso com conferência ou até sites de internet não explorando algo pra ganhar dinheiro.”

    Não acho que tenha sido este o caso – empresas grandes tendem a nao gostar de temas polémicos; não há muitas possibilidades de emprego para profissionais do RPG Maker (o Anônimo tem razão neste ponto), e o jogo em questão é gratuito.
    Admito que é um tema complicado, e que o autor pudesse estar ciente da polémica que causaria, mas não acho que tenha sido esta sua motivação. Acredito que seu papel com este jogo tenha sido mais ou menos o de Michael Moore com seu “Tiros em Columbine” – uma comparação que já deve ter sido feita várias vezes por aí.

  10. Lucas Haeser Says:

    A propósito, flOw saiu da competição em sinal de protesto ao ato de censura.

  11. Chico Queiroz Says:

    e antes dele, Braid.

    Será que isso motivará uma revisão da decisão?

  12. Anonymous Says:

    Queria, joga mas nao foi bem da parte dele fazer isso foi horivel

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